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Césio 137 – O acidente nuclear de Goiânia

O maior acidente radiológico da história: Césio 137 – O acidente nuclear de Goiânia

“A única vez que vi o césio foi em 26 de setembro. Meu irmão me mostrou a pedra e perguntou se ela poderia ser usada para fazer um anel. Peguei um pedaço menor que um grão de arroz e esfreguei na palma da mão. Como era dia, não havia nenhum brilho. Ela mais parecia um pedaço de cimento. Oito dias depois, minhas mãos começaram a coçar e incharam. Sentia tonteiras e náuseas. Um dia, a polícia chegou a nossa rua e começou a isolar as pessoas no estádio Olímpico. Só aí descobri que aquela pedra era radioativa. Sabia o que era isso – o acidente de Chernobyl tinha acontecido um ano antes. A população entrou em pânico. Todos achavam que estava acontecendo o mesmo em Goiânia. Fui a última vítima a ser isolada. Vi meus irmãos entrarem no avião e serem enviados ao Rio de Janeiro para fazerem um tratamento intensivo. Quando saímos do hospital, as pessoas nos tratavam como se tivéssemos uma doença contagiosa. As vítimas do césio eram apedrejadas. Tive que mudar meus filhos de escola duas vezes. Hoje, mesmo que quisesse esquecer o que aconteceu, não me deixariam. Sempre tem alguém que me lembra de 20 anos atrás.” (Odesson Alves Ferreira, 52 anos, presidente da Associação das Vítimas do Césio 137)

Você sabia que no Brasil já ocorreu um desastre radioativo? E sabia que ele  é considerado o maior acidente radiológico do mundo? Não? Pois vai ficar sabendo agora sobre o desastre radioativo que chocou o Brasil e o mundo em 1987.

O acidente ocorreu em Goiânia, em 13 de setembro de 1987, quando dois catadores de lixo e papel entraram em contato com a substância Césio-137, em forma de Cloreto de Césio. O material estava dentro de um aparelho de radiodiagnóstico e pertencia a um antigo hospital localizado em Goiânia, o “Instituto Goiano de Radioterapia”, desativado em 1985.

Para entendermos melhor o caso, vamos compreender primeiramente a estrutura físico-química da substância. O Césio-137 possui meia-vida de 33 anos. Mas o que é meia-vida? É o tempo que uma substância radioativa leva para decair metade de sua radioatividade. A substância causadora do acidente em Goiânia é um isótopo artificial do Césio, sendo produzido por meio da fissão do urânio. Durante a fissão, o urânio se desintegra, emitindo partículas beta, elétrons e raios gama. Depois de produzido, o Césio é encapsulado para ser utilizado na indústria e em tratamentos radioterapêuticos.

O equipamento que continha a substância estava abandonado na Avenida Paranaíba, em Goiânia. Era revestido de uma camada contendo 304 quilos de chumbo, uma blindagem de aço de 120 quilos, e outra blindagem de platina, que isolava a cápsula que continha a substância radioativa. Sabendo que o equipamento continha chumbo, componente que possui muito valor no mercado, Roberto, Kardec e Wagner resolveram desmontar o aparelho, que era utilizado no tratamento de câncer. Eles conseguiram remover uma parte da peça e separá-la da carcaça. Este trabalho era feito desde o dia 10 de setembro. Na noite do dia 13, eles levaram várias peças separadas em um carrinho de mão, e cada uma pesava cerca de 200 quilos. As peças foram transportadas para a casa de Roberto.

Ainda no mesmo dia, Roberto e seus amigos começaram a apresentar sintomas de contato com a radiação: vômitos, náuseas e tontura. No dia 14, Wagner Mota começou a desenvolver edemas nas mãos e sofria com uma diarreia forte. Até então, ambos acreditavam que os sintomas eram por conta de uma possível indigestão alimentar – inclusive o amigo de Roberto compareceu ao Hospital São Lucas, e as ocorrências de mal-estar foram justificadas por uma possível “reação alérgica em decorrência de alimentos estragados”.

Roberto continuou trabalhando nas peças do equipamento radiológico, até que, no dia 18 de setembro, com a ajuda de uma chave de fenda, conseguiu tirar a proteção de chumbo que isolava o local onde estava depositada a substância radioativa. Para Roberto, o que interessava era o revestimento de chumbo. Após conseguir o que queria, vendeu a peça para Devair Alves Ferreira, 39 anos, dono de um ferro velho. As peças foram transportadas com um carrinho de mão para o local. Quando anoiteceu, Devair se encantou com um brilho intenso e azul que estava no pátio do estabelecimento. Deslumbrado com a possibilidade de tal brilho poder ser valioso, Devair chamou sua esposa, Maria Gabriela, de 29 anos, para examiná-lo de perto. Detalhe: ambos já apresentavam casos de náuseas, vômitos e dores de cabeça.

Devair estava tão entusiasmado com o brilho do material desconhecido, que passou a distribuir o pó para os amigos e familiares. Um dos visitantes colocou fragmentos do material dentro do bolso da calça e levou para casa, distribuindo depois para o irmão, Ivo Ferreira, que também carregou fragmentos da substância dentro dos bolsos da calça. Também houve casos de pessoas que, espantadas pelo brilho emitido pela substância, pintaram o corpo com o material radioativo. No dia 21 de setembro, a esposa de Devair começou a piorar, mas o diagnóstico foi igual ao das duas primeiras pessoas que tiveram contato com o aparelho: reação alérgica por ingestão de alimentos estragados.

Nos dias 22, 23 e 24, funcionários do ferro velho tentavam ainda remover o chumbo que restava do aparelho. Wagner Mota, que, a princípio, estava com edemas nas mãos, entre outros sintomas, começou a ter uma piora no quadro de saúde. Internado no Hospital Santa Maria, os edemas foram diagnosticados como uma doença na pele; sendo assim, foi encaminhado para outro hospital, localizado na periferia da cidade.

Ivo Alves Ferreira, irmão do dono do ferro velho, que tinha 41 anos na época, levou a substância para a família ver. Enquanto comiam, Ivo depositou a substância em cima da mesa. A filha dele, Leide das Neves Ferreira, de 6 anos, ingeriu algumas porções da substância enquanto comia pão e frutas. A garotinha foi a que mais sofreu com o acidente, e a primeira a falecer. Odesson Alves Ferreira, outro irmão de Devair, era motorista de ônibus e teve contato direto com o Césio-137. O ônibus que ele dirigia foi aterrado junto com os resíduos do acidente. O motorista transportava, ao dia, cerca de 1.000 pessoas.

Odesson e a marca do Césio-137 nas mãos. As mãos são as principais atingidas por quem teve contato direto com a substância. Algumas vítimas tiveram as mãos amputadas.

A esposa de Devair começou a desconfiar do pó de brilho intenso. Começou então a se perguntar se a substância era responsável pelo repentino adoecimento dos amigos e familiares. Sem o consentimento do marido, Maria Gabriela, com a ajuda de um amigo da família, pegou parte do material e apresentou a amostra para a Vigilância Sanitária. Maria Gabriela colocou a peça com o material radioativo dentro de um saco e eles seguiram, de ônibus, até a Vigilância Sanitária da capital. Maria Gabriela foi a segunda pessoa a falecer. Devido à alta exposição ao Césio 137, Maria Gabriela e Leide, a garotinha, morreram em decorrência de hemorragias internas e infecção generalizada. As duas foram as que mais tiveram contato com a radiação. Ambas foram enterradas em caixões revestidos de 700 kg de chumbo.

Enterro das duas primeiras vítimas da radiação, Maria Gabriela e Leide das Neves. Ambas foram enterradas em caixões com 700 kilos de chumbo para revestimento e proteção contra a radiação. Observem na foto, a corrente de contenção feita pelos policiais. Por medo e falta de informação, a população queria impedir o enterro das duas vítimas

De acordo com o documento do Centro de Documentação, Informação e Memória de Goiás (CDIM):

“No interior do prédio da Vigilância Sanitária, após o pacote ser colocado sobre a escrivaninha do veterinário PRM, 39 anos, Maria Gabriela, de forma dramática, disse-lhe que aquele pó, como se fosse uma praga, estava matando a sua gente. P.M deixou o embrulho, por algum tempo, sobre a escrivaninha. Mas, assustado com as expressões de Maria Gabriela, removeu o pacote para o pátio de Vigilância Sanitária, colocando-o sobre uma cadeira junto ao muro. Ali a fonte radioativa permaneceu durante um dia.”

Com o alto número de pacientes aparecendo nos hospitais com sintomas semelhantes ao de intoxicação radioativa, e com a informação da peça radiológica entregue na Vigilância Sanitária, médicos começaram a suspeitar da terrível intoxicação radioativa. Com suspeitas de ser verdade, chamaram um toxicologista para apurar os casos. Após confirmar as suspeitas, um físico com conhecimentos em radiação foi chamado para comparecer com emergência à cidade. No dia 29 de setembro, após um empréstimo pela Nuclebrás – Empresas Nucleares Brasileiras de um monitor de taxa de radiação, especialistas foram até a Vigilância Sanitária para confirmarem se existia radiação. Desconfiando de que o aparelho estava com problemas, devido à alta taxa de radiação encontrada no local, foi solicitado outro aparelho. O que foi temido, infelizmente era muito real. Estavam realmente diante de um perigoso acidente nuclear.

Com medo do conteúdo do saco, o Corpo de Bombeiros foi chamado. Também atingidos pela radiação, ao manusearem o conteúdo do embrulho, os membros da corporação sugeriram jogar a cápsula de Césio-137 num rio da região, fato que felizmente não ocorreu, o que poderia ter acarretado danos muito piores. Os militares do 1º Grupamento de Incêndio foram internados por conta da radiação: 1º sargento Manoel Tavares Guimarães, 3º Sargento Edson Alves da Silva, e os soldados Agildo Vagner Jaime e Miraldo Costa de Souza.

O prédio da Vigilância Sanitária foi isolado, e, em seguida, a medição foi feita no ferro velho onde estava o restante do material. Os níveis de radioatividade foram muito maiores do que os que foram registrados no prédio da Vigilância. Devair, a família e vizinhos foram obrigados a se retirarem do local, pois corriam risco de morte.  O local foi isolado pela Polícia Militar, e a Secretaria de Saúde do Estado de Goiás foi comunicada. Após ouvir os fatos, o secretário de saúde entrou imediatamente em contato com o diretor do Departamento de Instalações Nucleares da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), que começou a levantar um plano de ação para o caso.

De acordo com o documento do CDIM:

“Ciente das reais dimensões do fato, aquele grupo – que primeiramente identificou o acidente radioativo – não tardou em adotar medidas durante o período compreendido entre as 16:00 e 22:00 horas do dia 29 de setembro de 1987. Logo de início o HDT foi informado de que aquelas 10 pessoas ali internadas estavam contaminadas e sofriam efeitos de exposição radioativa. Portanto, todas elas deveriam ser isoladas. Paralelamente a isso, providenciou-se o alerta aos vários segmentos da Defesa Civil, bem como os reexames dos até então conhecidos focos de contaminação (o Ferro Velho de Devair e a Vigilância Sanitária). O Estádio Olímpico, localizado no centro da cidade, foi o espaço escolhido para o monitoramento das vítimas, segundo o esquema de recepção planejado pela Secretaria de Saúde. A partir daí, os meios de comunicação começaram a noticiar o acidente, dando ênfase a este evento de repercussão mundial. Em meio às reações de medo, várias pessoas se dirigiram ao Estádio para serem monitoradas. Teve assim início a formação de um contingente representado por 112 mil pessoas que foram examinadas durante os dois últimos dias de setembro e ao longo de todo mês de outubro daquele ano.”

A descontaminação inicial começou no dia 29 de setembro: 249 pessoas que foram cadastradas com sintomas de contaminação por radiação passaram por banho de água, sabão, vinagre, e uma substância conhecida como “Azul da Prússia”, medicamento que também recebe o nome comercial de “Radiogardase”, indicado para casos de contaminações radioativas. Foi utilizado nas vítimas do acidente em Chernobyl, que também foram contaminadas por Césio-137. 22 pessoas foram isoladas por terem tido um alto nível de exposição, e foram encaminhadas para o Hospital Geral de Goiânia (HGG). As demais foram isoladas dentro do Estádio Olímpico, por meio de biombos improvisados, reunidas por grau de contaminação. O grupo mais grave foi encaminhado para o Hospital Naval Marcílio Dias, localizado no Rio de Janeiro.


As pessoas com altos níveis de radiação foram levadas de avião para o Hospital Marcílio Dias, no Rio de Janeiro

Em fevereiro de 1988, o governo goiano criou a Fundação Leide das Neves Ferreira, hoje conhecida como Superintendência Leide das Neves Ferreira – SULEIDE, que trabalha no monitoramento de 975 pessoas que tiveram contato com radiação ionizante, e define os protocolos de acompanhamento médico.

Pessoas esperando a medição de radioatividade no corpo

O acidente gerou 3500m² de lixo radioativo, que foram dispostos em contêineres envoltos de concreto e chumbo. O material isolado encontra-se na cidade de Abadia de Goiás, localizada a 23 km da capital. Foi neste local que a CNEM instalou o Centro Nacional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste. Neste local, até hoje são monitorados os índices de dejetos radioativos; e são feitos estudos sobre os resíduos nucleares e sua influência no meio ambiente.

Após o acidente, Goiânia passou por uma espécie de segregação. A cidade foi comparada a Pripyat, local do acidente de Chernobyl; completamente esquecida pelo Governo Federal; e o fato repercutiu de modo que tal que famílias de Goiânia não conseguiam reservas em hotéis do sul do país, por exemplo, e um jornal paulista publicou que “campos de Goiás estão contaminados”, o que gerou revolta na população goiana.

Vista aérea do ferro velho onde estava o equipamento desmontado e principal foco de contaminação.

Ari Cunha, redator do jornal “Diário da Manhã”, escreveu, na época:

“Há necessidade de que o país inteiro saiba que Goiânia não é uma cidade execrada, que tudo lá é normal, e não é justo que seu comércio esteja parado, sua indústria e agricultura venham a sofrer uma segregação que não se explica, a menos por intermédio da falta de informação ou ignorância.”

Matéria do Jornal do Brasil, sobre o acidente

No mesmo ano, depois do acidente, houve uma feira de artesãos no Rio de Janeiro, a XXVII Feira da Providência, da qual os artesãos goianos foram proibidos de participar. A coordenação do evento disse que mais de dois milhões de pessoas participariam da feira e não se saberia a reação dos visitantes e compradores ao saberem que os goianos poderiam estar presentes.

Sobre o roubo do material radioativo, o Instituto Goiano de Radioterapia emitiu uma nota de esclarecimento, dizendo que o material roubado estava “devidamente” guardado dentro de uma sala especial, lacrada, obedecendo às normas de segurança do CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), e que o aparelho não estava desativado, mas sim em “desuso”, e que deveria ser posteriormente transferido para um novo local, onde haveria radioproteção. E não contavam com o fato de que um “simples” apanhador de papel teria condições de transportar cerca de 1 tonelada.

A pergunta que não quer calar, diante de tais fatos, é se o Brasil tem preparo para um caso de contaminação nuclear. O estado de Goiânia não estava preparado para o que ocorreu, e alguém um dia poderia imaginar que isso aconteceria? Que se conseguiria abrir um equipamento de 1 tonelada, tirar toda a sua proteção de chumbo e aço, e chegar à substância radioativa? “Ahh, foi ignorância”! Sim, foi, mas sempre temos de estar prontos para combatê-la. As pessoas e os locais foram contaminados não somente pela radiação; consequentemente, pela segregação social, pelo medo, e pela depressão. Entidades de psicologia social fizeram estudos na região e detectaram um alto índice de depressão pós-trauma, e isso ocorreu também em pessoas que não tiveram contato direto com a substância. Um exemplo de que este desastre vai além da contaminação do corpo, envolvendo também a saúde mental, Odesson afirmou em uma entrevista:

“Nós não podemos fazer nexo causal, porque, infelizmente a ciência não nos garante isso. No atestado de óbito do Devair, por exemplo, consta como causa da morte cirrose hepática. Mas o que levou ele a beber quatro garrafas de cachaça por dia? Ele mesmo dizia que tinha provocado o acidente, se sentia culpado por aquilo. Ele se suicidou. Temos outras vítimas que tentaram suicídio, mais de duas vezes”, relatou. Odesson lembrou também do outro irmão: “O Ivo morreu de efizema pulmonar, mas algo o levou a fumar seis maços de cigarro por dia. Ele se sentia culpado por levar fragmentos do césio e entregar para a filha”, afirmou.

Durante o ano, a região conviveu com o medo. Falando em números, segundo o Greenpeace, foram 4 mortes no início, e, posteriormente, 60. As 60 mortes foram de funcionários e voluntários que trabalharam na descontaminação do local. Foram 628 vítimas reconhecidas pelo Ministério Público, entre elas civis, bombeiros, e policiais militares. A Associação de Vítimas do Césio-137 tem estimativas de que mais de 6 mil pessoas tenham sido atingidas pela radiação do Césio-137. As pessoas que ajudaram na descontaminação das pessoas e dos locais atingidos, em sua maioria, estavam sem proteção e sem informação sobre o que estava realmente acontecendo. A grande maioria dessas pessoas apresentou problemas decorrentes da contaminação, tais como leucemia e manchas na pele. Além de tudo isso, perderam-se todos os pertences, as casas, e os animais domésticos. Tudo foi demolido, destruído e disposto em contêineres.

Diante disso, quem nos resta culpar? A irresponsabilidade das entidades de segurança nuclear; a irresponsabilidade do Instituto, ao deixar um equipamento que continha material radioativo abandonado; ou a ignorância dos três homens que, em busca de dinheiro para sobreviverem, viram no equipamento uma fonte de renda? De quem foi a ignorância?

E agora, um ponto de reflexão, que rende outra matéria: qual o destino dos resíduos nucleares do Brasil? E o lixo hospitalar? Vale lembrar que temos lixo nuclear das usinas Angra I e Angra II. Nossos bombeiros são preparados para lidar com um acidente nuclear? Até onde a Energia Nuclear nos traz benefícios?

Ficam aí vários pontos para reflexão.

Leide das Neves, a primeira vítima fatal do Césio137

Revisado por Vanessa Paiva.

  • Cristian Alvarenga

    Assunto interessante pois nós faz refletirmos sobre o ocorrido e como é de costume nacional sempre após o desastre.

  • Ruan Fernandes

    Gostei da matéria. Assunto muito bem abordado. Eu defendo o uso da energia nuclear. Além de ser muito eficaz, se usada corrertamente tomando todas as precauções, acredito que seja mais limpa que as outras fontes de energia. O caso ocorrido em Goiânia, foi produto da ignorância e do descaso que aliados podem causar danos terríveis. E nunca deve ser esquecido. Abraços